O roubo ao turista

Olá, eu sou a Panuci, fui turista durante uma semana em Itália e fui roubada à grande. E deixei. Paguei €8,5 por uma imperial. Tudo bem que era de 60cl mas mesmo assim, com €8,5 apanhava um grande pifo aqui em Portugal. A cerveja soube-me mal, porque não consegui disfrutar daquele momento tão bonito que era estar a beber uma cerveja fresquinha, na Piazza della Signoria, em Florença, depois de um dia à torreira de um sol de 40 graus! Cenário perfeito para beber uma fresquinha. Mas não. Também pagámos €5 por 2 cafés. Várias vezes. Cafés… Maldito hábito do cafezinho de manhã ou depois do almoço. Sempre que queríamos beber uma imperial em qualquer lado, tínhamos que pagar uma conta astronómica, comer e calar. Beber neste caso.

Olá

Eu estou viva e bem de saúde. Ok?

Pronto.

Mas nos últimos dias ando cheia de indignação no corpo e decidi vir aqui indignar-me . Para ninguém na verdade, mas já fica.

O que me indigna:
Aquela mulher com o período que decidiu correr sem tampão. Nojento. O único awarness que advém dali é um reminder para ir comprar tampões antes que me aconteça o mesmo. Fora isso, é só mesmo nojento.

O facto de os portugueses se terem esquecido como se diz pôr-do-sol. Um vírus que se instalou.

O facto de os portugueses se terem esquecido que se pode dizer, por exemplo, “ir correr” em vez de running. Porquê?

E na verdade: Pessoas. As pessoas indignam-me. Mas tenho que lidar com elas todos os dias, portanto, que seja.

Dia 31

Saí de casa preparada para voltar só no dia seguinte. Tinha que trabalhar até às 17h, neste dia em que a cabeça está fora do escritório, quer é festa e copos. De manhã fez-se pouco, riu-se muito e esperou-se pelo almoço da malta desgraçada que ali estava a trabalhar, Fomos almoçar, estava um ambiente muito bom! Quando começámos a cuscar fotos de uma colega nossa no Facebook, já depois dos cafés, recebo uma chamada da minha irmã que acabou por ser o meu cunhado. Era ele do outro lado, com uma voz meio sumida, a dizer que as águas tinham rebentado e que a bebé nascia hoje! Fiquei numa excitação, a contar aos meus colegas e logo de seguida liga a minha mãe a dizer que estava com eles e que ela é que ia assitir ao parto. De imediato perguntei se podia ser eu, se ela me deixava assistir ao parto em vez de ser ela, uma coisa que queria mesmo muito fazer. Não o pediria se não fosse mesmo uma daquelas coisas que queria mesmo fazer…. Como mãe é mãe, ela disse prontamente “Claro filha, se fazes gosto nisso….”. Levantei-me, dei a novidade a todos e saí a correr, eles diziam “vai vai que nós pagamos, não te preocupes!”. Cheguei à MAC em 5 min! Eram 15h quando assinei um papel em como era acompanhante da minha irmã e aí caiu-me a ficha que isto ia acontecer…. A Leonor nasceu às 18h50, pequenina pequenina, linda, com um olhar confuso maravilhoso. Cortei o cordão umbilical e depois de a vestirmos, peguei nela. Espectacular! Ela olhava para mim e eu para ela e foi um momento inesquecível! Depois consegui que a enfermeira me deixasse trocar com o meu cunhado, porque pelas regras teria que ficar com a minha irmã até ela ir para o quarto… Depois de contar tudinho à família cá fora, ainda fui apanhar o metro para a minha noite de fim de ano programada, que foi igualmente espectacular.

Foi um final de ano brutal, inesquecível, nunca na minha vida pensei que terminasse o ano desta forma! Acabei um menos bom, com um momento único e revitalizante.

Tenho “horrô” a pobre…..

Lá dizia o Caco Antibes.. No sábado fomos ver o Cirque du Soleil ao Meo Arena, oferta de Natal do muy maravilhoso meu esposo. Fomos, claro está, para o balcão 2, o balcão do pobre, mais baratinho porque aquilo é coisa para cima de um dinheirão. Estavamos já sentados à espera do início do espectáculo, quando toda uma família sentada à nossa frente, saca da bela sandocha de chourição e toca a comer. Não fazia mal nenhum, não fosse o cheiro intenso a chourição que teimou em ficar até ao fim do espectáculo…. A juntar a isto, toda uma família, também sentada nas cadeiras à nossa frente, tresandava a fritos, cheiro esse que permanceu igualmente até ao fim. Foi tudo em família ao circo, de barriga cheia de fritos e a pobre atrás dele que se dane! Ao meu lado, ele dizia-me a gozar “Aposto que nunca te sentiste tão pobre!” e só nos podíamos rir e abraçar a nossa condição: sacámos do garrafão de vinho tinto e das pataniscas de bacalhau! ‘Tou a brincar, mas para a próxima não falha.

Ah o metro…. <3

Chegar ao trabalho completamente passada a ferro, tarde e a más horas. Dias de greve são um caos, Mas no meio disto, tive uma ideia: quem tem passe, devia ter um cartão, tipo Continente, que seria carregado com um dia de viagens, por cada vez que houvesse greve de algum dos transportes públicos. Genial não era?? E esse cartão dava para utilizar em gasolineiras (para compensar quem tem que levar o carro), nos médicos (para que as pessoas com problemas nas costas, como eu, que passaram 45 minutos em pé no autocarro, pudessem utilizar em fisioterapia), para pagar parquimetros….. Assim não ficavamos a perder, os otários dos utentes que todos os meses pagam por serviços que não podem utilizar.

Fica a ideia.

Festas de Natal nas creches

São um pesadelo. As crianças no palco parece que acabaram de entrar num filme de terror: abrem-se as cortinas e aparecem dezenas de pessoas HISTÉRICAS, a baterem palmas e a dizerem adeus, e aquelas alminhas, de olhos arregalados, ou ficam estáticas ou choram a plenos pulmões. Os pais ficam descompensados, não falam, gritam, a música mal se ouve, as educadoras, coitadas, tentam a todo o custo que os miúdos se mexam ou façam qualquer coisa, mas em vão.  É tudo muito cansativo, no final tudo se atropela para ir buscar os miúdos… Sigh. Este ano, tinhamos que os ir buscar ao palco, mas só havia uma escadinha pequenina de madeira, onde só cabia uma pessoa. Tem que se subir para ir ao palco e descer com uma criança de 14 kilos ao colo….. Há 2 homens, que felizmente não tenho de ver todos os dias, que se lembraram de subir, colados um ao outro logo a seguir a mim, e eu, com o puto já ao colo, tive que ficar em cima do palco à espera, porque nem sequer me deixaram descer, tal era a ânsia de ir buscar o presente ao palco…… Todas as idas ao palco em antes da minha pessoa tinham sido normais, até chegar a minha vez. Porquê? No meio disto tudo, já eram crianças a correr de um lado pro outro, serpentinas espalhadas por todólado, música estranhíssima a tocar. Mil vezes ficar a trabalhar naquela horinha.

Ponto positivo: o meu menino mai lindo era o menino mai lindo daquele palco, coisa mais boa de sua mãe que se portou tão bem benzódeus!!!

De volta aos transportes

Há dois dias estava tão feliz por o meu mais que tudo ter arranjado emprego, que nem me lembrei do resto que vinha por arrasto…. Todos os dias vinha de rabinho tremido para o trabalho, confortável, quentinha, maravilhosa. Com esta mudança, não só tenho que me levantar 1 hora mais cedo (o horror), como tenho que voltar a andar de transportes públicos (outro horror). Toda a vida o fiz, não custa nada, mas há largos meses que estava habituada a esta boa vida. A notícia positiva é que possivelmente terei mais conteúdo para aqui deixar, agora que estou de volta a esse mundo fantástico do metropolitano e afins.